Brasil avança com leilões de baterias: o que isso sinaliza para empresas do Grupo A4 que pagam caro no horário de ponta

Estão previstos dois certames: o Leilão de Reserva de Capacidade – Armazenamento Nacional e o Leilão de Reserva de Capacidade – Armazenamento Geral, programados para 2 e 4 de dezembro de 2026, respectivamente.

Os contratos previstos terão duração de 15 anos, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. Um dos certames prevê requisito relacionado à fabricação nacional dos sistemas.

Na data de publicação desta matéria, as Consultas Públicas nº 22/2026 e nº 23/2026 permanecem abertas para contribuições até 14 de setembro de 2026. Para o setor elétrico, trata-se de um marco importante.

Para uma empresa atendida em média tensão, porém, a notícia provoca uma pergunta mais próxima da realidade financeira do negócio:

se armazenar energia está se tornando estratégico para o sistema elétrico brasileiro, essa mesma tecnologia também pode fazer sentido economicamente dentro de uma empresa?

Para determinados consumidores, a resposta pode ser sim.

Mas a decisão não começa pela bateria.

Ela começa pela conta de energia.

O problema não é apenas quanto a empresa consome. É também quando ela consome.

Quando uma empresa procura reduzir sua despesa com energia elétrica, é natural olhar primeiro para o consumo total em kWh.

Para consumidores do Grupo A, porém, isso mostra apenas parte da história.

Empresas atendidas em média e alta tensão possuem estruturas tarifárias diferentes das encontradas nos consumidores residenciais. Nas modalidades tarifárias horárias, os valores associados à utilização da energia podem variar de acordo com o período em que o consumo ocorre.

A ANEEL define, para o Grupo A, as modalidades tarifárias Horária Azul e Horária Verde.

Na modalidade Horária Azul, existem tarifas diferenciadas de consumo de energia e de demanda de potência conforme os postos tarifários.

Na modalidade Horária Verde, disponível para os subgrupos A3a, A4 e AS, existem tarifas de consumo diferenciadas conforme o horário e uma única tarifa de demanda.

É nesse contexto que aparece o conhecido horário de ponta.

Segundo a ANEEL, o posto tarifário de ponta corresponde, em regra, a um período diário de três horas consecutivas, definido conforme a área de concessão da distribuidora e aplicado nos dias úteis, observadas as exceções previstas na regulamentação.

Isso significa que, para muitas empresas:

quando a energia é consumida pode ser quase tão importante quanto quanto é consumido.

E existe uma dificuldade prática.

Um supermercado não pode simplesmente desligar seus sistemas de refrigeração porque começou o horário de ponta.

Um hospital precisa manter seus equipamentos essenciais funcionando.

Um frigorífico precisa preservar continuamente sua cadeia de frio.

Uma indústria pode possuir processos que não podem ser interrompidos durante três horas todos os dias.

Centros de distribuição, hotéis, atacadistas, shoppings e grandes estabelecimentos comerciais também podem manter carga significativa justamente nesse período.

A empresa continua operando porque precisa operar.

E continua pagando pela energia necessária para isso.

É exatamente nesse cenário que o armazenamento começa a ganhar relevância econômica.

Onde entra o BESS?

BESS é a sigla em inglês para Battery Energy Storage System, ou Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias.

Em termos simples, o sistema permite armazenar energia em determinado momento para utilizá-la posteriormente.

Em uma aplicação empresarial, uma das estratégias possíveis consiste em carregar as baterias fora do horário de ponta e utilizar parte da energia armazenada durante o período em que a empresa estaria mais exposta ao custo da energia da rede.

Em vez de toda a carga daquele momento ser atendida diretamente pela distribuidora, uma parcela passa a ser suprida pelo sistema de armazenamento.

Essa estratégia é conhecida como deslocamento de carga, ou load shifting.

Dependendo do perfil da unidade consumidora, o BESS também pode participar de estratégias de peak shaving, buscando reduzir determinados picos de demanda. Esse, porém, não é necessariamente o foco econômico principal de todos os projetos.

E existe um ponto fundamental:

BESS não é uma solução padronizada para qualquer empresa.

Duas empresas com contas de energia aparentemente semelhantes podem apresentar resultados completamente diferentes.

A viabilidade depende de fatores como:

  • modalidade tarifária;

  • subgrupo tarifário;

  • distribuidora responsável pelo fornecimento;

  • horário de ponta local;

  • consumo efetivo durante a ponta;

  • curva de carga ao longo do dia;

  • demanda contratada e demanda medida;

  • potência necessária;

  • capacidade útil do sistema de armazenamento;

  • estratégia de operação;

  • quantidade de ciclos;

  • características da atividade;

  • existência de geração própria;

  • custos envolvidos na solução.

Por isso, a primeira pergunta não deveria ser:

“Qual bateria minha empresa deve instalar?”

A pergunta correta é:

“Existe uma oportunidade econômica na minha conta de energia que justifique utilizar armazenamento?”

Essa diferença muda completamente a análise.

É justamente aí que entra a EcoPonta

A EcoPonta concentra sua análise em consumidores empresariais, especialmente unidades do Grupo A4 no mercado cativo, que mantêm carga relevante durante o horário de ponta.

A lógica não é vender uma bateria.

É identificar se existe, naquela unidade consumidora, uma oportunidade de substituir parte do custo atual da energia na ponta por uma solução de armazenamento que faça sentido financeiramente.

Primeiro vem o diagnóstico.

Depois vem o dimensionamento.

E somente depois, se houver viabilidade, vem o sistema.

Essa ordem é importante porque a bateria é apenas o meio.

O objetivo é a redução economicamente sustentável do custo de energia.

A empresa precisa comprar uma bateria?

Não necessariamente.

Esse é um dos principais diferenciais do modelo adotado pela EcoPonta.

Um sistema BESS representa um ativo relevante. Mesmo quando existe potencial técnico para reduzir custos, muitas empresas podem não considerar interessante imobilizar capital na aquisição de baterias, inversores, sistemas de controle e demais componentes da infraestrutura.

A EcoPonta trabalha com um modelo diferente:

o cliente utiliza o sistema em regime de locação, sem precisar comprar o equipamento.

A análise começa pelo perfil energético da unidade consumidora.

Verifica-se a existência de potencial técnico e econômico.

Quando a viabilidade é identificada, o sistema pode ser dimensionado de acordo com as características daquela operação e disponibilizado em regime de locação.

O cliente passa a pagar uma mensalidade pela solução, sem assumir a compra do ativo.

No modelo EcoPonta, equipamento, instalação, manutenção, monitoramento e a estrutura da solução ficam integrados à prestação do serviço, preservando o capital da empresa e transformando a decisão em uma lógica predominantemente operacional, de OPEX em vez de CAPEX.

O sistema também acrescenta um benefício operacional importante: backup limpo, ampliando a resiliência da operação além da análise puramente tarifária.

Mas a tese financeira continua sendo simples:

em vez de perguntar

“Quanto custa comprar uma bateria?”

a empresa pode perguntar:

“Quanto gasto hoje para manter minha operação no horário de ponta?”

Depois:

“Quanto desse custo poderia ser reduzido com armazenamento?”

E finalmente:

“Depois de pagar a locação da solução, quanto de economia líquida permanece para a empresa?”

É essa conta que precisa fechar.

A empresa já paga o custo da ponta todos os meses

Essa é uma das mudanças de perspectiva mais importantes ao analisar armazenamento para consumidores A4.

Quando uma empresa mantém carga relevante durante o horário de ponta, esse custo não é uma hipótese futura.

Ele já existe.

Está na conta de energia todos os meses.

A empresa já desembolsa recursos para manter refrigeração, climatização, iluminação, motores, equipamentos, máquinas e processos funcionando naquele período.

O armazenamento não tem como objetivo criar um novo consumo.

A análise procura descobrir se existe uma maneira economicamente mais eficiente de atender parte daquela carga.

É por isso que olhar apenas para o preço de uma bateria pode levar a uma conclusão errada.

O importante é comparar os fluxos.

Cenário atual

Quanto a empresa desembolsa para manter determinada carga durante a ponta?

Cenário com armazenamento

Quanto dessa energia pode deixar de ser atendida diretamente pela rede naquele período?

Resultado potencial

Qual redução de custo poderia ser obtida?

Custo da solução

Quanto custa disponibilizar e operar o BESS em regime de locação?

Resultado final

Qual economia líquida permanece para o cliente depois do pagamento da solução?

É essa última resposta que interessa.

A tecnologia já existe e possui aplicações consolidadas em diferentes contextos.

O que precisa ser demonstrado em cada projeto é algo muito mais específico:

para esta unidade consumidora, com esta tarifa, esta curva de carga e esta operação, a conta econômica faz sentido?

O que os primeiros leilões brasileiros têm a ver com uma empresa A4?

Aqui é importante fazer uma distinção.

Os sistemas previstos nos leilões de armazenamento são projetos de grande porte destinados à disponibilização de potência ao sistema elétrico brasileiro.

Eles não são iguais a um BESS instalado atrás do medidor de um supermercado, hospital, indústria, hotel ou centro de distribuição.

As escalas são diferentes.

Os contratos são diferentes.

Os objetivos são diferentes.

As estruturas de remuneração também são diferentes.

Nos leilões, trata-se de disponibilidade de potência e serviços relacionados ao sistema elétrico.

Dentro de uma empresa, o BESS pode ser utilizado com objetivos econômicos e operacionais específicos, entre eles a gestão do momento em que a energia é retirada da rede.

A conexão entre os dois movimentos não está no modelo comercial.

Está na lógica do armazenamento.

Em ambos os casos, ganha importância a possibilidade de armazenar energia em um momento e disponibilizá-la em outro, quando seu valor para o sistema ou para a operação é maior.

O avanço regulatório e institucional dos primeiros leilões específicos para armazenamento mostra que essa tecnologia está deixando de ocupar apenas o campo das discussões sobre o futuro e começando a assumir uma posição mais concreta no planejamento energético brasileiro.

Isso não significa que toda empresa deva utilizar bateria.

Significa que o armazenamento merece ser analisado como mais uma ferramenta disponível para a gestão energética empresarial.

Por que o Grupo A4 merece atenção especial?

O Grupo A4 reúne consumidores atendidos em média tensão.

Dentro desse universo existem operações como supermercados, hotéis, indústrias, hospitais, atacadistas, centros de distribuição, instituições de ensino, grandes estabelecimentos comerciais, operações com refrigeração intensiva e outras empresas com consumo relevante.

Mas pertencer ao A4, por si só, não torna um projeto de armazenamento viável.

Uma empresa pode possuir carga elevada durante a ponta.

Outra pode ter consumo reduzido justamente naquele período.

Uma pode apresentar perfil praticamente constante.

Outra pode apresentar fortes oscilações ao longo do dia.

Uma pode possuir geração própria.

Outra não.

Por isso, não existe uma resposta séria do tipo:

“Uma bateria reduz X% da conta de qualquer empresa A4.”

A economia precisa ser calculada individualmente.

É exatamente essa individualização que separa um projeto energético de uma simples venda de equipamento.

O diagnóstico vem antes do equipamento

Antes de definir potência, capacidade ou tecnologia, é necessário entender o comportamento energético da unidade consumidora.

Entre as perguntas relevantes estão:

Quanto a empresa consome durante o horário de ponta?

Qual é a demanda registrada?

Qual modalidade tarifária está contratada?

Qual é o subgrupo da unidade?

Qual distribuidora atende a empresa?

Qual é o horário de ponta daquela distribuidora?

Qual é o custo efetivamente associado à operação nesse período?

Existe alguma parcela da carga que poderia ser deslocada operacionalmente sem bateria?

Existe geração solar ou outra geração própria instalada?

Qual potência seria necessária?

Por quanto tempo o sistema precisaria atender determinada carga?

Qual capacidade de armazenamento seria necessária?

Qual seria a estratégia de operação?

E, finalmente:

a economia estimada é suficiente para justificar a locação?

Somente depois dessas respostas faz sentido falar sobre equipamento.

Existem empresas para as quais o BESS pode apresentar excelente aderência.

Existem outras em que mudanças operacionais, revisão de demanda contratada ou outros ajustes energéticos podem produzir resultados mais interessantes.

E existem unidades em que, naquele momento, o armazenamento simplesmente não apresenta viabilidade econômica suficiente.

Um diagnóstico responsável precisa ser capaz de identificar as três situações.

O que muda com o modelo de locação da EcoPonta?

A locação procura remover uma das principais barreiras econômicas para a adoção de sistemas de armazenamento:

a necessidade de comprar o ativo.

A EcoPonta não começa perguntando:

“Qual bateria podemos vender para esta empresa?”

A pergunta inicial é:

“Existe economia suficiente nesta unidade para justificar uma solução de armazenamento?”

Quando existe viabilidade, o sistema é dimensionado para aquela operação e pode ser disponibilizado ao cliente em regime de locação.

A decisão passa, portanto, a ser analisada pelo impacto no fluxo financeiro mensal da empresa.

A lógica é direta:

se determinada unidade possui um custo relevante associado à operação durante o horário de ponta e um BESS consegue reduzir parte desse custo, a próxima pergunta é saber se essa redução é superior ao custo mensal da solução.

Se for, existe uma oportunidade econômica que merece análise.

É por isso que o dimensionamento é tão importante.

Uma bateria superdimensionada pode aumentar desnecessariamente o custo do projeto e comprometer sua viabilidade.

Uma bateria subdimensionada pode deixar de capturar parte relevante da oportunidade.

O sistema adequado é aquele compatível com o comportamento real da carga e com o objetivo econômico da empresa.

O armazenamento está avançando. A decisão empresarial, porém, precisa continuar sendo financeira.

Os primeiros leilões brasileiros de armazenamento em baterias representam um marco relevante para o setor elétrico.

Eles demonstram que o armazenamento começa a ocupar uma posição mais concreta no planejamento energético nacional.

Mas a conclusão para uma empresa A4 não deveria ser:

“Agora todo mundo precisa de bateria.”

A conclusão mais importante é outra:

o momento em que a energia é consumida está se tornando uma variável cada vez mais relevante na gestão energética.

Para determinados consumidores, continuar atendendo toda a carga diretamente pela rede durante o período mais oneroso pode não ser a única alternativa disponível.

O BESS acrescenta uma nova variável à gestão da energia:

o tempo.

A empresa pode armazenar energia em um período e utilizá-la posteriormente, quando essa energia possui maior valor econômico para sua operação.

Mas o resultado depende da tarifa.

Depende da curva de carga.

Depende da potência necessária.

Depende da capacidade do sistema.

Depende da estratégia de operação.

E, principalmente, depende da conta financeira.

A tecnologia é importante.

O dimensionamento é fundamental.

Mas é a economia que precisa justificar o projeto.

Sua empresa paga caro no horário de ponta?

Se sua empresa é atendida no Grupo A4, no mercado cativo, e mantém carga relevante durante o horário de ponta, pode existir uma oportunidade que ainda não foi analisada.

A EcoPonta avalia o perfil energético da unidade consumidora para identificar se existe viabilidade técnica e econômica para utilização de um sistema BESS em regime de locação.

O primeiro passo não é escolher uma bateria.

É entender a conta de energia.

A partir da análise da fatura e dos dados de consumo, é possível estudar o comportamento da operação durante a ponta, identificar oportunidades e avaliar se o armazenamento pode produzir uma redução economicamente sustentável de custos.

Quando existe viabilidade, a solução é dimensionada de acordo com a realidade da empresa — sem que o cliente precise comprar o sistema.

Antes de continuar pagando o custo da ponta todos os meses, descubra se parte dessa despesa pode ser reduzida.

Fale com a EcoPonta e solicite uma análise do seu perfil energético.

Fontes consultadas

Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL
“Audiência Pública debate editais dos primeiros leilões de baterias de grande porte no Brasil.”
Publicado em 1º de setembro de 2026.

Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL
“Primeiros leilões de armazenamento de energia do Brasil entram em consulta pública.”
Publicado em 28 de julho de 2026.

Ministério de Minas e Energia — MME
Portaria Normativa MME nº 136/2026 — diretrizes e sistemática relacionadas aos Leilões de Reserva de Capacidade por meio de sistemas de armazenamento de energia em baterias.

Ministério de Minas e Energia — MME
“MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil.”
Publicado em 3 de junho de 2026.

Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL
“Modalidades Tarifárias” — informações oficiais sobre as modalidades Horária Azul e Horária Verde.

Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL
“Postos Tarifários” — informações oficiais sobre os períodos de ponta e fora de ponta.

O Brasil está avançando na incorporação de sistemas de armazenamento de energia em baterias à infraestrutura do setor elétrico. Para empresas do Grupo A4, no mercado cativo, esse movimento chama atenção para uma discussão que já pode ser feita hoje: quanto custa manter a operação durante o horário de ponta — e quanto desse custo poderia ser reduzido utilizando armazenamento de energia, sem a necessidade de comprar uma bateria?

No dia 1º de setembro de 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizou, em Brasília, audiência pública para discutir as minutas dos editais e contratos dos primeiros leilões brasileiros destinados à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias de grande porte.

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